sábado, 30 de agosto de 2014
Adélia Prado
"Que vasta infelicidade no planeta!
Tão vasta que cortei os cabelos, eu que os desejo longos, mesmo brancos,
E os pobres?Onde estão os pobres, os diletos de Deus?
A antilírica quer me matar, me comer, me cagar,
nesta tarde de pó e desgosto."
Estar frente a frente dessa mulher é comovente e estremecedor...
"Só Deus sabe..."
Só eu sei o que estar dentro de mim!
Dói,escorre quente como cera de vela, petrifica depois
Que sentindo tem dentro dessa concha?
Frio e escuro canto pra chorar.
A simbiótica ótica há de findar!Aqui a dor "É"!
Olho e aceito!
segunda-feira, 21 de maio de 2012
"Velha e Louca"
Depois de assistir esse vídeo e me apaixonar novamente pela Mallu Magalhães eu resolvi ler algumas entrevistas dela e cai no blog dela !!
Então lembrei que também tenho um blog e deu saudades...
Amanhã é o show dos Los Hermanos em BH e eu vou , com a Juju!!!
Nem acredito!!!
Vou dormir, passei aqui pra matar a saudade e tirar a poeira da casa.O retorno ao Macondo me fez bem, respirar esse cheiro daqui, de flor de limoeiro me fez bem!!
bye
quinta-feira, 29 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
5 encravado...
5 anos!
Confirmando o pensamento, que sou invisível, sou apenas útil...
Encravei nessa obssessão e não tá sendo muito fácil, desencravar.
O latejamento, o coração no encravamento, o ardor, a espetada fininha e que estremece o estômago.
O pus. Cremoso e asqueroso que tenta catapultar o encravado sentimento, a pele já está brilhante e lustrosa e dói só de olhar.
Odeio
invejo
amaldiçoo
grito blasfêmias
finjo indiferença
finjo não sentir falta
as têmporas latejam
a acidez sobe até a boca
e olhos veem a nova vida
seu novo lugar
seu canto no sótão onde ficam as coisas que "foram"úteis, que agora só atrapalham
o novo agora tem seu espaço
e o encravado sentimento de amor subitamente sofre uma mutação
vira uma monstruosidade
vira asco
vira raiva
vira mágoa
vira contabilista que pesa, mede, anota e
o balanço desse coração infantil e ridículo fecha com saldo negativo...
Dei demais
Agora fica o encravado sentimento de :
E eu ?
O que ganho?
Migalhas...
E o pus escorre, e o passo é manco, coxo.
E o latejamento dilacera , a cabeça explode!
Estou entre os escombros do castelo que te elegi meu imperador, e vc ??
Prendi num calabouço e quero te torturar com impropérios e arranhões e injúrias e vômito, e escárnio.
Perdeu a majestade!
O pus escorre.
Confirmando o pensamento, que sou invisível, sou apenas útil...
Encravei nessa obssessão e não tá sendo muito fácil, desencravar.
O latejamento, o coração no encravamento, o ardor, a espetada fininha e que estremece o estômago.
O pus. Cremoso e asqueroso que tenta catapultar o encravado sentimento, a pele já está brilhante e lustrosa e dói só de olhar.
Odeio
invejo
amaldiçoo
grito blasfêmias
finjo indiferença
finjo não sentir falta
as têmporas latejam
a acidez sobe até a boca
e olhos veem a nova vida
seu novo lugar
seu canto no sótão onde ficam as coisas que "foram"úteis, que agora só atrapalham
o novo agora tem seu espaço
e o encravado sentimento de amor subitamente sofre uma mutação
vira uma monstruosidade
vira asco
vira raiva
vira mágoa
vira contabilista que pesa, mede, anota e
o balanço desse coração infantil e ridículo fecha com saldo negativo...
Dei demais
Agora fica o encravado sentimento de :
E eu ?
O que ganho?
Migalhas...
E o pus escorre, e o passo é manco, coxo.
E o latejamento dilacera , a cabeça explode!
Estou entre os escombros do castelo que te elegi meu imperador, e vc ??
Prendi num calabouço e quero te torturar com impropérios e arranhões e injúrias e vômito, e escárnio.
Perdeu a majestade!
O pus escorre.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Mal sei começar e tirar de dentro de mim o que sinto...
Não consigo encontrar palavras, formar as frases na mente antes de digitar, sinto um branco, um NADA que é TUDO !!
Como é que estou?
Estou triste, estou com raiva, estou espantada, com medo, medo , muito medo mesmo.
Mas de quê afinal?
O que vejo é tão dolorido, tão triste, um lado meu que se agarra em sentimentos de abandono, de insignificância e menosprezo , de indiferença.
Ah ! Indiferença, essa indiferença que vem de uns que tanto considero, que tanto me são "caros", essa secura, me lembra minha mãe. Me lembra que ela na sua sofrida vida , já recebeu mais uma gravidez com...Indiferença, apatia, ela já sabia que criar mais um rebento seria complicado.
Mas não foi mais um rebento, tinha "um" a mais, que ela após o choque inicial, preferiu ser indiferente, pois seu pé de T-REX apertou a orelha do outro na barriga dela. Ela ficou muito brava, sei que já cheguei criando incômodo, disputando o direito de um breve sorriso, de uma migalhinha de afeto, hoje sei os motivos desta indiferença dela e até entendo que usou disso pra sobreviver.
Mas ainda reverbera no meu interno esses olhares frios, essa fisionomia indiferente e seca, tudo isso é acionado quando vejo as mesmas atitudes dos meus "caros", que se enjoam de minha carência , de minha possessividade, de minha infantilidade, de minha "Balança de precisão" , que pesa afetos, pesa afagos, pesa o afastamento.
Não consigo encontrar palavras, formar as frases na mente antes de digitar, sinto um branco, um NADA que é TUDO !!
Como é que estou?
Estou triste, estou com raiva, estou espantada, com medo, medo , muito medo mesmo.
Mas de quê afinal?
O que vejo é tão dolorido, tão triste, um lado meu que se agarra em sentimentos de abandono, de insignificância e menosprezo , de indiferença.
Ah ! Indiferença, essa indiferença que vem de uns que tanto considero, que tanto me são "caros", essa secura, me lembra minha mãe. Me lembra que ela na sua sofrida vida , já recebeu mais uma gravidez com...Indiferença, apatia, ela já sabia que criar mais um rebento seria complicado.
Mas não foi mais um rebento, tinha "um" a mais, que ela após o choque inicial, preferiu ser indiferente, pois seu pé de T-REX apertou a orelha do outro na barriga dela. Ela ficou muito brava, sei que já cheguei criando incômodo, disputando o direito de um breve sorriso, de uma migalhinha de afeto, hoje sei os motivos desta indiferença dela e até entendo que usou disso pra sobreviver.
Mas ainda reverbera no meu interno esses olhares frios, essa fisionomia indiferente e seca, tudo isso é acionado quando vejo as mesmas atitudes dos meus "caros", que se enjoam de minha carência , de minha possessividade, de minha infantilidade, de minha "Balança de precisão" , que pesa afetos, pesa afagos, pesa o afastamento.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Carência
Este monstrengo imaturo e sucetível resolve "do nada" saltar e tomar o leme do navio...
Se alimenta de suspiros, de "ai,ais" , de cenas românticas "a lá" filme anos 50!
Me visto de um lindo vestido estilo "vintage" de pois , na cor azul marinho , em seda e com linda saia "godê", cabelo preso num coque e um lindo arranjo na cabeça.
Perfumada, maquiada e um belo brinco escolhido a dedo!
Coração estremece, a hora dele tocar o interfone está chegando, tremor no plexo solar...
Devaneios mil.
Suspiros , e enfim "ele" chega, vamos nos olhar ternamente por uns looooooooongos segundos, minha face enrubece e desvio o olhar pois não consigo fitá-lo por muito tempo, sinto falta de ar e sinto o mundo rodar!
Dali mesmo vamos para um lindo e romântico jantar, e depois uma música lenta toca e ele me convida pra dançar, meu coração dispara, minhas mãos gelam e eu tenho dificuldade pra respirar, mas eu aceito, mesmo sabendo que não sei dançar, meu rosto junto ao dele, o seu cheiro bem perto de meu nariz, fecho os olhos e então eu sou só sentimento, só dança, só romance!
Ele sussurra poemas em meus ouvidos, eu me seinto acalentada naqueles braços.
O tempo?Que tempo?
A cena é eterna, e me embriago dela, ela não é mais uma cena ela SOU EU!!
Se alimenta de suspiros, de "ai,ais" , de cenas românticas "a lá" filme anos 50!
Me visto de um lindo vestido estilo "vintage" de pois , na cor azul marinho , em seda e com linda saia "godê", cabelo preso num coque e um lindo arranjo na cabeça.
Perfumada, maquiada e um belo brinco escolhido a dedo!
Coração estremece, a hora dele tocar o interfone está chegando, tremor no plexo solar...
Devaneios mil.
Suspiros , e enfim "ele" chega, vamos nos olhar ternamente por uns looooooooongos segundos, minha face enrubece e desvio o olhar pois não consigo fitá-lo por muito tempo, sinto falta de ar e sinto o mundo rodar!
Dali mesmo vamos para um lindo e romântico jantar, e depois uma música lenta toca e ele me convida pra dançar, meu coração dispara, minhas mãos gelam e eu tenho dificuldade pra respirar, mas eu aceito, mesmo sabendo que não sei dançar, meu rosto junto ao dele, o seu cheiro bem perto de meu nariz, fecho os olhos e então eu sou só sentimento, só dança, só romance!
Ele sussurra poemas em meus ouvidos, eu me seinto acalentada naqueles braços.
O tempo?Que tempo?
A cena é eterna, e me embriago dela, ela não é mais uma cena ela SOU EU!!
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Vanila
Esse cheiro doce que agora decido espalhar no meu corpo
agora me enjôa...
Doce demais
Eu geralmente sou assim : DEMAIS!!!!
Eu suo frio, sinto o ar sumir, sinto água descer, sinto a dor chegar e se ajeitar
nas articulações, nos olhos, na testa
Tão de repente...
Mas afinal o que é isso ???
Será que uma rebelião se instalou???
Eu tranco desejos como se eles nem mesmo fossem
normais
eu finjo sorrir ouvindo os uivos desses desejos aprisionados,
lamúrios agudos, de dar dó...
E me entupo
Inflo , inflo, quem sabe viro um balão e subo bem alto?
bem lá no alto...
onde a fantasia permite que os desejos sejam eles, livres e soltos!!!
Ah!
no céu , ele baila comigo, ele medita ao meu lado e faz a dança dos pãezinhos do Chaplin...
Ai, ai, ele me beija
Ele me afaga
Ele morde meu pescoço e acaricia meus cabelos
Ele com sua esquálida silhueta canta hinos belíssimos, aprende a bordar e a tocar flauta.
Ele casa comigo, e juntos cuidamos do jardim
E sua voz grave estremece as janelas , quando recita seus mantras , e quando gargalha seu clow.
agora me enjôa...
Doce demais
Eu geralmente sou assim : DEMAIS!!!!
Eu suo frio, sinto o ar sumir, sinto água descer, sinto a dor chegar e se ajeitar
nas articulações, nos olhos, na testa
Tão de repente...
Mas afinal o que é isso ???
Será que uma rebelião se instalou???
Eu tranco desejos como se eles nem mesmo fossem
normais
eu finjo sorrir ouvindo os uivos desses desejos aprisionados,
lamúrios agudos, de dar dó...
E me entupo
Inflo , inflo, quem sabe viro um balão e subo bem alto?
bem lá no alto...
onde a fantasia permite que os desejos sejam eles, livres e soltos!!!
Ah!
no céu , ele baila comigo, ele medita ao meu lado e faz a dança dos pãezinhos do Chaplin...
Ai, ai, ele me beija
Ele me afaga
Ele morde meu pescoço e acaricia meus cabelos
Ele com sua esquálida silhueta canta hinos belíssimos, aprende a bordar e a tocar flauta.
Ele casa comigo, e juntos cuidamos do jardim
E sua voz grave estremece as janelas , quando recita seus mantras , e quando gargalha seu clow.
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