Quisera eu que eles fossem a mais aterrorizante e horrenda parte minha.
Mas foi só encará-la e percebi que eles são a ínfima parte de minha monstruosidade.
Fora do olhar, do desejo, da atração.
Sou um ser que serve pra que façam piadinhas, "olha isso!!" "núuuuuuuuuuuuuu que tamanhão", e olhares que milimetricamente constatam as feiúras, banhas, asco.
E essa elefanta de passo lento, olhar manso é por dentro um T.Rex, que devora desejos, ciúmes, raivas, mêdos, a mandíbula de afiados dentes dilacera ela mesma por dentro, é uma carinficina por dentro...
Mas a vida é um baile de mascarados, a mascara de banha paquidérmica serve de escudo, serve pra ocultar o quanto sou animalesca , imatura, selvagem e mimada por dentro.
Mas que nada, desta carnificina só ela sente o fétido odor da carne apodrecendo...Não há risco, vazamentos esporádicos saem de seus olhos e é só por a culpa nos hormônios.
Eles são uma desculpa e tanto!
Depois é continuar sendo elefanta, capaz de suportar altas cargas de insultos, grosserias, deboches e olhares de "Vc é um SACO", mais constantemente dos amigos... Eles não precisam ser afetuosos é que estou sempre incomodando demais, com meu tamanho, rugas, lentidão, meu contorno que só um "cara bêbado demais pra encarar" como filisofa um("amigo"), ou nem mesmo muuuuuuuuito bêbado pra encarar essa paquidérmica chatice.
Também já tenho esse ar bem paquidérmico , bem cinza, enrugada e rachada , nem eu muito bêbada conseguiria me olhar, tocar então...
domingo, 8 de fevereiro de 2009
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