sábado, 23 de maio de 2009

Balança de precisão

sou assim
peso tudo
que dou
que sou
peso a dor
peso a saudade
peso o desprezo
peso a indiferença
peso o fogo que arde quando sinto ciúmes
peso olhares
peso tom de voz
peso abraços
peso obrigados, nãos, te amo, te odeio
peso o peso de ser balança de precisão
de dígitos frenéticos e ultra sensíveis
uma miçanga a mais
duas a menos pra mim
duzentas a mais pra ela
pra ele
pra eles
pra tudo
pro vazio que existe em ser um ser
carente
impulsivo
burro
possessivo
estupidamente louco por afeto
e tão contraditoriamente capaz de afugentar todo o que de mim se acerca.

Um comentário:

Índigo disse...

eu te amo!